quarta-feira, 21 de março de 2012

Coréia do Norte 5 – Execuções


 Uma síntese dos testemunhos dessas pessoas, feita pela Associação Coreana dos Advogados em Seul, traça um quadro detalhado da vida cotidiana nos campos: todos os anos, alguns prisioneiros são executados em público. Outros são surrados até a morte ou secretamente assassinados por guardas, que praticamente têm carta branca para maltratá-los e estuprá-los.
Em sua maioria, os detentos trabalham na agricultura, na extração de carvão, na confecção de uniformes militares ou na fabricação de cimento, subsistindo com uma dieta de fome de milho, repolho e sal. Perdem os dentes, as gengivas ficam pretas, os ossos se enfraquecem, e, quando chegam à casa dos 40 anos, ficam arqueados na altura da cintura.
Como recebem um conjunto de roupas uma ou duas vezes por ano, em geral eles trabalham e dormem vestindo trapos imundos, levando a vida sem sabão, nem meias, luvas, roupas de baixo ou papel higiênico.
Jornadas de trabalho de 12 a 15 horas são obrigatórias até que os prisioneiros morram, em geral de doenças relacionadas à desnutrição, antes de completar 50 anos. Embora seja impossível obter números precisos, governos de países ocidentais e grupos de direitos humanos estimam que centenas de milhares de pessoas pereceram nesses campos.

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