quarta-feira, 21 de março de 2012

Coréia do Norte 3 - Satélites



Os campos de trabalhos forçados da Coreia do Norte já duram duas vezes mais tempo que o Gulag soviético e cerca de 12 vezes mais que os campos de concentração nazistas. Não há controvérsia sobre sua localização. Fotografias de alta resolução, feitas por satélites, acessíveis no Google Earth para qualquer pessoa que tenha uma conexão à internet, mostram vastas áreas cercadas que se esparramam entre as montanhas escarpadas da Coreia do Norte.

O governo da Coreia do Sul estima que eles abrigam cerca de 154 mil prisioneiros, enquanto o Departamento de Estado dos EUA e vários grupos de defesa dos direitos humanos calculam que sejam nada menos que 200 mil.
Após examinar uma década de imagens dos campos feitas por satélites, a Anistia Internacional observou novas construções dentro deles em 2011 e passou a temer que a população de prisioneiros estivesse aumentando, talvez para conter uma possível inquietação no momento em que o poder começou a ser transferido de Kim Jong-il para seu filho, jovem e inexperiente.

De acordo com o serviço de inteligência da Coreia do Sul e grupos de direitos humanos, existem seis campos. O mais extenso tem 2.000 quilômetros quadrados, uma área maior que a da cidade de Los Angeles. Cercas de arame farpado eletrificadas -pontuadas por torres de vigilância e patrulhadas por homens armados- contornam a maior parte dos campos.

Dois deles, os de número 15 e 18, têm zonas de reeducação, onde alguns detentos afortunados recebem instrução corretiva sobre os ensinamentos de Kim Jong-il e Kim Il-sung. Caso as memorizem o bastante e convençam os guardas de sua lealdade, eles podem ser libertados, mas são monitorados pelo resto de suas vidas por serviços de segurança do Estado.

Os demais campos são "distritos de controle total", onde os prisioneiros, chamados de "irredimíveis", trabalham até a morte.

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